Wagner Moura no Oscar 2026 (Carlos Barria/Reuters)
Mesmo com recorde de indicações, país sofre "goleada" e não conquista nenhuma estatueta na maior noite do cinema.
LOS ANGELES – O que se desenhava como uma noite histórica para o Brasil terminou em decepção total. Na cerimônia do Oscar 2026, realizada neste domingo, o cinema nacional amargou derrotas em todas as cinco categorias em que concorria. Nem o favoritismo de Wagner Moura, nem o prestígio de Kleber Mendonça Filho foram suficientes para convencer a Academia.
Expectativa vs. Realidade
Após a vitória de "Ainda Estou Aqui" no ano passado, o clima era de "já ganhou", mas o resultado foi um balde de água fria. O filme "O Agente Secreto", que carregava as maiores esperanças do país com quatro indicações, foi ignorado nas categorias principais, incluindo Melhor Ator e Melhor Filme Internacional.
Onde o Brasil perdeu?
As derrotas não foram por pouco. O Brasil foi atropelado por produções que dominaram a noite:
- Wagner Moura perdeu para Michael B. Jordan, que levou o prêmio de Melhor Ator por "Pecadores".
- Adolpho Veloso, na Fotografia, também viu o troféu escapar para o mesmo filme norte-americano.
- Melhor Filme Internacional, a categoria que o Brasil jurava que levaria, ficou com a Noruega.
Vexame ou Injustiça?
Para muitos críticos, o Brasil "morreu na praia". Se em 2025 fomos gigantes, em 2026 o cinema nacional volta para casa com o sentimento de que, apesar de chegar perto, ainda falta fôlego para encarar os grandes blockbusters de Hollywood de igual para igual.
